n8n 3.0 entra em beta: o que muda e como preparar seus fluxos

O n8n anunciou em 27/10 a versão 3.0.0 beta, com foco em confiabilidade, estabilidade e segurança. A versão estável está prevista para o início de dezembro.

O anúncio reúne mudanças na infraestrutura, padrões de segurança mais restritivos e a retirada de recursos antigos. Para quem mantém automações próprias ou de clientes, vale conferir a compatibilidade antes de planejar a atualização.

O que muda na prática

  • Self-hosting com Docker. Instalações por npm ou npx n8n deixam de ser suportadas. Quem já usa Docker Compose pode continuar com essa forma de implantação.

  • Nós antigos saem de cena. Function e Function Item dão lugar ao Code; Cron e Interval, ao Schedule Trigger. O OpenAI legado também sai, mas o nó OpenAI atual continua disponível. Fluxos que ainda dependem de nós removidos podem parar de executar.

  • Pacotes da comunidade não verificados. Ficam desabilitados por padrão, inclusive os já instalados. Quem depende deles precisa revisar a configuração e as alternativas antes de migrar.

  • Menos tempo padrão para tarefas de código. O timeout do task runner cai de cinco minutos para um minuto. O valor continua configurável, mas tarefas longas no Code podem precisar de ajuste.

  • Execuções manuais no modo fila. Passam a rodar sempre nos workers. Isso precisa entrar no planejamento de memória e capacidade desses processos.

Na segurança, o anúncio destaca a rotação de chaves de criptografia habilitada por padrão e a exigência de signing secret nas credenciais do Slack. A lista completa inclui outras mudanças de comportamento e configuração.

O primeiro passo é o Migration Report

Em instâncias na versão 2.39 ou superior, o relatório fica em Settings > Migration Report. A orientação do n8n é atualizar primeiro para a versão 2.x mais recente, que traz o relatório mais atualizado.

Ele identifica fluxos e configurações afetados e oferece migração automática para alguns casos. Os ajustes são salvos como uma nova versão do workflow: a versão publicada continua rodando até você publicar a nova.

A migração automática cobre as alterações nos nós. Ainda é preciso conferir as saídas e testar o comportamento do fluxo. Mesmo um relatório sem pendências não substitui a leitura das mudanças que a ferramenta não consegue detectar.

Como se preparar

  1. Atualizar para a última versão 2.x e revisar o Migration Report.

  2. Corrigir os pontos indicados e testar os fluxos afetados.

  3. Fazer um backup completo antes da migração.

  4. Validar a versão 3.x em uma instância de teste antes de levar para produção.

Atenção ao retorno: não há downgrade direto de 3.x para 2.x. Voltar exige restaurar o backup. Quem ainda está na versão 1.x precisa passar pela 2.x primeiro.

A beta já pode ser testada em self-hosting e no Cloud, onde aparece como 3.0.0 Beta (early access). Após a versão estável, a linha 2.x terá correções de segurança e bugs críticos por 12 meses; os novos recursos seguirão na 3.x.

Ainda está conhecendo o n8n? Veja no Hub como a ferramenta funciona e por onde começar.

Fontes: anúncio oficial do n8n 3.0 · mudanças de compatibilidade · guia do Migration Report